Comunicador da rádio Cantareira FM vence Prêmio de Comunicação da CNBB

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) anunciou no domingo, 23 de novembro, em um programa de tevê transmitido pelas emissoras de inspiração católica os 19 trabalhos premiados na 55ª edição dos Prêmios de Comunicação da CNBB.

A reportagem “Catequese Inclusiva: nada pode impedir que alguém se encontre com Deus”, publicada no jornal O São Paulo, da Arquidiocese de São Paulo, em 11 de outubro de 2023, foi a vencedora do Prêmio Dom Hélder Câmara, na categoria jornal.

O autor é o jornalista Daniel Gomes, redator-chefe do jornal. Desde 2010, ele é comunicador voluntário na rádio comunitária Cantareira FM, onde apresenta aos domingos o programa “Galera do Esporte”, com William, Douglas, Nathércia de Sousa e Elisângela Silva.

Em agradecimento em suas redes sociais após a premiação, Daniel Gomes recordou sua trajetória na Cantareira FM.

“Obrigado aos meus amigos da rádio Cantareira FM, minha família de comunicação comunitária há 15 anos, e que a cada semana me permite fazer o que mais gosto no jornalismo: o radiojornalismo esportivo com o programa Galera do Esporte. Minha gratidão especial à querida Juçara Terezinha, pela confiança em tantos projetos, e ao Padre Cilto José Rosembach, incentivador de primeira hora da minha carreira”, comentou Gomes. Padre Cilto, um dos fundadores da emissora, prestigiou a cerimônia de premiação realizada no Teatro Tucarena, da PUC-SP, na capital paulista.

Daniel Gomes com o Padre Cilto Rosembach

SOBRE A REPORTAGEM

O texto reporta as experiências de catequese inclusiva na Paróquia São Sebastião, na Vila Guilherme, Região Santana; e na Arquidiocese do Rio de Janeiro, lá chamada de Catequese Diferenciada. Também há frases dos Papas São João Paulo II, Bento XVI e Francisco sobre a missão da Igreja em assegurar que as pessoas com deficiências físicas ou mentais recebam os sacramentos da iniciação à vida cristã, além de indicativos a este respeito que constam no Diretório para a Catequese, publicado em 2020 pelo Dicastério para a Evangelização.

Para a produção da reportagem, o jornalista e o fotógrafo Luciney Martins estiveram em um encontro de Catequese Inclusiva na Paróquia São Sebastião. O texto traz detalhes sobre a ambientação, os materiais usados e as metodologias aplicadas, e a interação dos catequizandos Guilherme, Noelia e Isabela – os três com deficiência intelectual – com a catequista Márcia Valéria Wissinievski Souza, que conduz as atividades junto com a catequista Silvana Lucia Nunes Aidar.

Também é destacado como os catequizandos e seus pais são integrados à vida pastoral desta Paróquia na qual há mais de 40 anos existe um núcleo do Movimento Fé e Luz, que atua para incluir as pessoas com deficiência intelectual na Igreja e na sociedade.

A experiência da Catequese Diferenciada na Arquidiocese do Rio de Janeiro foi contada pela catequista Rosali Villa Real da Costa Bastos, em entrevista por telefone. Por 20 anos, ela trabalhou como professora em um centro de referência em educação especial. Aos 15 meses de vida, seu filho, Nielsen, teve uma infecção que resultou em significativa perda cognitiva e afetou seu desenvolvimento motor. Passados alguns anos, ela foi convidada a ser a catequista do próprio filho e de outras crianças com deficiência.

Há mais de 30 anos, Rosali é a coordenadora arquidiocesana da Catequese Diferenciada e busca assegurar que em todas as paróquias da Arquidiocese do Rio de Janeiro haja catequistas bem-preparados para que as pessoas com deficiências cognitivas, sensoriais ou psíquicas participem dos encontros de Catequese. Ela também idealizou o “Clubinho de Mães”, para a socialização entre as famílias destes catequizandos e para que se fortaleçam na fé.

Foto de abertura da notícia: Luciney Martins/jornal O SÃO PAULO

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