No ‘Revista da Semana’, assistente de cartório eleitoral detalha a dinâmica das eleições
No domingo, 4, mais de 158 milhões de eleitores vão às urnas para as eleições gerais no Brasil. A votação será para presidente da República, governador, dois senadores, deputado federal e deputado estadual.
Em uma edição especial do programa ‘Revista da Semana’, na noite da sexta-feira, 2, Beto Souza e Rubens Andrade entrevistaram por telefone Jefferson William dos Santos, assistente eleitoral do Cartório Eleitoral nº 376, na Vila Brasilândia.
Jefferson detalhou as diferenças na dinâmica de funcionamento do cartório eleitoral em anos eleitorais e naqueles em que não há eleições e explicou como se dá o minucioso processo de preparação dos locais de votação e dos mesários: “No dia da eleição, o mesário é a Justiça Eleitoral. Qualquer coisa que ele falar ao eleitor será tomada como verdade, então, se o mesário não tiver embasamento e firmeza para falar a respeito, é preferível que não fale nada”.
O assistente eleitoral do Cartório Eleitoral nº 376 enfatizou toda a preocupação da Justiça Eleitoral para assegurar que as eleições ocorram com o máximo de transparência e com o mínimo possível de problemas.

“Antes do dia da votação, todo processo eleitoral passa por uma conferência, incluindo auditorias dos partidos, da OAB, de órgãos nacionais e internacionais que fazem a fiscalização do processo como um todo antes de ser lacrado o sistema de votação. Além disso, são feitos os testes nas urnas e a verificação por amostragem de dados como se, por exemplo, a foto do candidato condiz com o seu número. Há, ainda, as auditorias nas quais o juiz eleitoral vem ao cartório junto com o promotor para fazer o teste com uma simulação de votação”, detalhou.
“Outro dado é que antes de começar a votação ou para reiniciar a urna para imprimir os relatórios, a primeira coisa que a urna pede é que seja feito o teste do teclado, um teste aleatório, no qual a máquina pede que se tecle em algumas teclas, permitindo testá-las todas, simulando, assim, como se um eleitor estivesse votando. Portanto, se houver algum problema de uma tecla que não esteja funcionando, o mesário ou o apoio logístico já irá informar o cartório eleitoral para que essa urna seja substituída”.
Jefferson disse que a Justiça Eleitoral incentiva o eleitor a usar uma colinha em papel com os números dos candidatos: “Não confie na sua memória: leve por escrito os candidatos em quem você vai votar, pois assim você vai agilizar o seu processo de votação e ajudar que a outra pessoa que está aguardando para votar não espere tanto”. Ele observou, porém, que essa colinha não pode estar no celular ou em qualquer outro dispositivo digital, já que o eleitor não poderá ingressar com tais aparelhos na cabine de votação.
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Foto da capa: TRE-SP
