8 de Março: ato na Avenida Paulista cobra políticas públicas para mulheres e critica retrocessos

Mesmo debaixo de chuva, centenas de mulheres participaram no último domingo (8) do ato do Dia Internacional das Mulheres, realizado na Avenida Paulista, em São Paulo. A mobilização reuniu movimentos sociais, partidos de esquerda, entidades sindicais e coletivos feministas que levaram às ruas reivindicações por direitos, contra a violência de gênero e pelo fim da escala de trabalho 6×1.

Durante a manifestação, as participantes destacaram a necessidade de fortalecer políticas públicas voltadas às mulheres, ampliar a rede de proteção contra a violência e garantir melhores condições de trabalho e qualidade de vida.

A vereadora Luna Zarattini (PT), uma das participantes e organizadoras do ato na capital paulista, afirmou que a luta das mulheres passa pela garantia de segurança, dignidade e acesso a políticas públicas.

“Eu desejo para o futuro das mulheres que possamos viver sem medo e com segurança”, afirmou.

A parlamentar também criticou as gestões do prefeito Ricardo Nunes e do governador Tarcísio de Freitas, apontando retrocessos nas políticas voltadas às mulheres. Segundo ela, a capital paulista não possui uma secretaria específica dedicada às políticas públicas para as mulheres.

Luna também mencionou o fechamento do serviço de acesso ao aborto legal no Hospital Vila Nova Cachoeirinha, na zona norte da cidade, medida que, segundo ela, prejudica especialmente meninas e mulheres vítimas de violência.

“Esse é um ataque misógino a meninas e mulheres vítimas de violência e estupro. Nós não aceitaremos esse retrocesso para a cidade de São Paulo”, declarou.

A vereadora ainda criticou a redução de recursos destinados às políticas para mulheres no governo estadual. “Tarcísio cortou 50% das verbas para as mulheres na sua gestão”, afirmou.

Ao final, Luna reforçou que a mobilização do 8 de Março representa a continuidade da luta das mulheres por igualdade e justiça social. “Nós mulheres seguiremos lutando por um futuro melhor e por um Brasil mais justo e igual”, concluiu.